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09 novembro, 2013

Maduro ordena ocupação de loja que vendia produtos com um sobrepreço de até 1000%


A DAKA, maior empresa do ramo na Venezuela, teria colocado à venda itens com um sobrepreço de até 1000%, segundo governo


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Como parte das ações contra a chamada “guerra econômica” na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro ordenou na madrugada deste sábado (09/11) a “ocupação imediata” da maior rede de eletrodomésticos do país, acusada de fazer especulação com os preços dos produtos. A DAKA teria colocado à venda itens com um sobrepreço de até 1000%, de acordo com o governo.

Na tarde de hoje, uma das filiais da empresa em Valencia, capital do Estado de Carabobo, foi saqueada e dezenas de eletrodomésticos como televisões e aparelhos de micro-ondas foram levados. Membros da Polícia Nacional Bolivariana atuaram para prender os responsáveis pela ação.

O anúncio de ocupação da DAKA foi feito por Maduro por meio de cadeia de rádio e TV. “Ordenei imediatamente a ocupação dessa rede e que os produtos sejam vendidos a preços justos ao povo, todos os produtos, que nada fique nas prateleiras”, afirmou o presidente. De acordo com o governo, uma lavadora-secadora que custava 35.900 bolívares em 1º de novembro estava custando na sexta-feira 59.900 bolívares.

O chefe de Estado instou o empresariado nacional a se ajustar à lei “porque vamos fazer um ‘pente fino’ no território nacional nos próximos dias. É preciso acabar com o roubo ao povo. Peço apoio da Venezuela, pois isso o que estamos fazendo é pelo bem do povo”, continuou Maduro.

Medidas

Nesta semana, o presidente pediu aos comerciantes para que não se juntem à “guerra silenciosa”, que, segundo ele, basicamente consiste em desatar a especulação, desrespeitar a legislação, esconder mercadorias e fixar preços aleatoriamente. “Digo à burguesia, o que anuncie e adverti bastante, que iríamos com tudo, mas as manchetes dos jornais desta sexta só me dizem que eles não querem se retificar e que buscam a fome do povo. Não vamos permitir que isso aconteça!”, concluiu.

Controlado em sua ampla maioria por grupos privados, os jornais venezuelanos estamparam ontem manchetes como “Inflação sacode os venezuelanos”, do Diario 2001 e “Escassez em outubro foi a mais alta em 5 anos”, do El Nacional. O governo venezuelano considera que esses veículos de comunicação também integram uma frente de desestabilização contra o país.

Na quarta-feira (06/11), Maduro anunciou um pacote de medidas com o objetivo de estabilizar a economia do país e combater a “guerra econômica”. As ações incluem ajuste no sistema de regulação de preços de itens prioritários, inspeção de empresas e comércios para averiguar estocagem e comercialização e a criação de um Centro de Comércio Exterior para coordenar organismos de emissão de divisas e importações.

Para solucionar a questão da inflação, a qual qualificou como induzida, anunciou a criação de um fundo para a estabilização de preços de bens de consumo massivo, com arrecadação baseada em sanções aos “especuladores”, e a realização de um operativo para garantir a venda de produtos prioritários a "preços justos" durante os meses de novembro e dezembro.