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11 outubro, 2013

Apenas 13% das pessoas no mundo gostam de trabalhar, aponta pesquisa

China tem maior número de empregados desmotivados; EUA e Canadá apresentam melhores taxas de satisfação


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Se você não gosta do seu emprego, não se preocupe, você não está sozinho. Na verdade, diferentes são os que gostam de trabalhar, segundo um relatório publicado nesta terça-feira (08/10) pelo instituto de pesquisa norte-americano Gallup: apenas 13% das pessoas entrevistadas em 140 países são “engajadas” no que fazem.

Os dados foram coletados entre 2011 e 2012 e mostram que 63% das pessoas “não são engajadas” - ou simplesmente desmotivadas e sem perspectivas de realizar esforço extra - enquanto os outros 24% são “ativamente desengajados” ou verdadeiramente infelizes e improdutivos.

O material, apesar de preocupante, é melhor do que o resultado da última pesquisa do Gallup, realizada entre 2009 e 2011. À época, um número ainda menor de pessoas se declarou ativa no trabalho: apenas 11%. 27%, por sua vez, se disseram abertamente “desligados” do emprego. Segundo o instituto, a melhora da economia depois da recessão iniciada em 2008 foi a grande responsável pelo ligeiro aumento da satisfação dos trabalhadores.

A pesquisa do Gallup mostra que os Estados Unidos e o Canadá têm a maior taxa de satisfação com o trabalho do mundo: 29% das pessoas declararam ser engajadas em seus empregos. Austrália e a Nova Zelândia estão em segundo lugar, com 24%. 

A China, por sua vez, é o país com a menor taxa de engajamento: apenas 6% dos trabalhadores estão satisfeitos. “O baixo envolvimento dos empregados na China pode crescentemente constituir uma barreira ao seu crescimento contínuo”, escreveu o Gallup em seu relatório.

No Oriente Médio e no norte da África, o Gallup apresenta o conceito de “wasta” como o principal motivo de essa região ter a maior taxa de trabalhadores definitivamente desengajados. “Wasta”, de acordo com o instituto, é similar ao “quem você conhece” do Ocidente: o círculo de amizades de um trabalhador pode beneficiar sua carreira.

O Gallup ressalta a importância de trabalhadores motivados, especialmente em países emergentes como os BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), para a economia, apesar de, à primeira vista, o engajamento do empregado ser uma preocupação secundária para as empresas. O instituto chama empregados desmotivados de “dreno econômico”, com altos custos em todo o mundo. 

*Com informações do Washington Post